FUTEBOL CARIOCA DE ONTEM E HOJE.

FOTO ACIMA: ROBERTO DINAMITE SAUDADO POR TORCEDORES NO CAMPO DA PORTUGUESA DO RIO, FOTÓGRAFO THEOBALD.

IMAGENS DE BELINI, DIDI E OS “GERALDINOS”

Luiz Cândido Tinôco

 
FUTEBOL CARIOCA
DE ONTEM E HOJE
Eu sou de um tempo em que o Rio de Janeiro era a vitrine do futebol brasileiro. O campeonato carioca era, sem dúvida alguma, mais charmoso que qualquer outro.As emissora de rádio tinham
uma grande audiência com as transmissões dos jogos. Eram 12 os clubes participantes e a forma de disputa era a mais simples possível. Todos jogavam contra todos,em dois turnos distintos.No segundo turno apenas se invertia o mando de campo.
Os times “grandes” eram Flamengo, Fluminense, Vasco da Gama, Botafogo, América e Bangu.Sim,o América,campeão de 1966, tinha um timaço com inúmeros craques que chegaram a vestir a camisa da seleção do Brasil. Entre eles, Pompéia,-gostava de fazer pontes-.e dizia-se que já havia trabalhado como trapezista de circo-,Lucio,Jorge.Amaro,(campista de Ururaí, Edu,irmão de Zico,Nilo,Canário,Alarcon,Álvaro e muitos outros.O Bangu tinha Ubirajara,Fidelis-outro de Campos, Mario,Tito,Luís Alberto, Parada,Aladim,Bianchinni e outros tantos.
Domingo era dia de clássico no Maracanã, na época o maior de todos – com mais de 150 mil presentes,incluindo,claro,os “geraldinos e arquibaldos” do inesquecível João Saldanha, o João Sem Medo,o mesmo que entregou a seleção prontinha nas mãos de Zagalo para a Copa de 70.
Domingo era,sim, dia de festa.Dos bairros.mais afastados os apaixonados torcedores lotavam os trens e os lotações em direção ao templo maior do nosso futebol. Queriam ver de perto os dribles do endiabrado Mané Garricha. Aquele que passava pelo lateral Coronel,do Vasco sem fazer continência e nunca foi preso.Didi, o rei da Folha Sêca,nascido no bairro da Lapa,em Campos e que vestiu primeiro a camisa roseo-negra do Rio Branco.
Do Fluminense lembramos de outro campista: João Batista Pinheiro, além de Clovis, Altair, Escurinho e do grande goleiro Carlos Castilho.Os torcedores do Vasco com mais de 50 anos não se esquecem de Sabará, Pinga,do capitão Hideraldo Luiz Belini,aquele mesmo que levantou pela primeira vez a Taça Jules Rimet ,na final do Mundial de 1958 na Suécia.O Flamengo de Garcia,Tomires e Pavão,beque vigoroso e as vezes violento .Protagonizava grandes duelos com o valente e atrevido Almir Pernambuquinho que acabou assassinado num dos cabarés da vida.Na verdade o Rio de Janeiro era uma festa só.
Bonsucesso, Olaria, Madureira, Portuguesa, Canto do Rio e Campo Grande, completavam o elenco do maior e mais prestigiado campeonato do país.Mas todos eles tinham,também os seus craques ,cujas figurinhas apareciam no álbum que a criançada curtia.Não havia” bonde ” de bandidos,m a turma do samba descia os morros em direção aos estádios. Ninguém falava em empresário de jogador, porque os atletas eram patrimônios dos clubes, Torcidas organizadas,repletas de criminosos,nem pensar. Que pena que tudo isso acabou !
E o encanto do Rio de Janeiro não ficava só no futebol. Os clubes tinham times de vôlei, basquete,e nas praias da zona sul rolavam os jogos pelo campeonato de futebol de areia promovido anualmente pelo Jornal dos Sports. Grêmio, Radar, Copaleme , Ouro Negro eram alguns desses times que levavam milhares de torcedores às arquibancadas de frente para o mar.
O cinema com as chanchadas da Atlântida levavam os adeptos da sétima arte a formar filas nas calçadas próximas aos cinemas.Na área da Cinelândia, o teatro de revista pontuava com lindas e sedutoras vedetes. Eram as “Certinhas do Lalau”, na verdade, Stanislaw Ponte Preta,cuja coluna no jornal Última Hora era uma das mais lidas da imprensa carioca. Tempos que não voltam mais. Infelizmente !!! Hoje, nem é preciso fazer comentário. Da série A, faz tempo que um carioca não fica entre os quatro primeiros.Pelo contrário: todo ano tem um brigando desesperadamente para não cair pra série B. Por ela já passaram Fluminense, Vasco e Botafogo.No estadual da série B a luta está acontecendo em cima e em baixo da tabela. Vocês querem mais ? Até a próxima. 

 

IMAGENS : NOEL, AUTOR DOS HINOS DOS TIMES CARIOCAS, SAMBA E FUTEBOL SÃO INSEPARÁVEIS E O MAIS CARIOCA DE TODOS,  O FUTEBOL DE PRAIA.

É PÁ E BOLA.

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