CAUSOS DO MILONGA-PEDRO BALA.

LUIZ PEREIRA 2

COISAS DO PEDRO BALA !
Um dos repórteres esportivos mais longevos do rádio esportivo de Campos foi o saudoso Zé de Souza, também conhecido por Pedro Bala,pois quando ainda jogava no Campos tinha uma velocidade extraordinária. Começou como “repórter de campo” ainda na década de 50,na então equipe da P.R.F.7 Rádio Cultura, liderada por Antonio Ribeiro Moço, torcedor de Fluminense e Goytacaz. Pedro Bala fazia questão de dizer que sempre teve grande paixão pelo rádio e contava com orgulho que teve acesso a função de radialista ao vencer um concurso de reportagem criado pela emissora, que funcionava atrás da Catedral de São Salvador, onde havia até um grande auditório. Dizia também que foi graças a sua profissão de taxista(na época falava-se chofer de praça) que ele venceu o concurso. Um colega seu dormia ao volante do táxi enquanto aguardava um “freguês” quando passou um sujeito jogou uma garrafa com gasolina no pobre homem e a seguir ateou fogo. Enquanto outras pessoas procuravam socorrer a vítima ele viu alí a chance de ganhar o concurso da rádio.Na condição de verdadeiro velocista, saiu em desabalada carreira atrás do meliante.até alcança-lo após alguns quarteirões. Atracado com o criminoso gritava para que chamassem a polícia e um fotógrafo que documentou o momento do ato heroico,e no dia seguinte estava contratado pela Cultura. Na verdade ele passou por várias emissoras,mas, sempre na condição de repórter esportivo.Quando os times entravam ou deixavam o campo ele corria em direção ao atleta autor do gol e, mesmo sendo bem mais velho que os repórteres das concorrentes, chegava sempre na frente,Por volta de 1974 ou 75.o então presidente do Campos, fazendeirão e folclórico Petrônio de Freitas Leite, resolveu presentear os campistas, trazendo o timaço do Palmeiras,com vários craques que atuaram na Copa da Alemanha pela Seleção Brasileira. O jogo foi no Ari de Oliveira e Souza, do Goytacaz, sendo precedido de campanha publicitária,inclusive, no Jornal dos Sports e no JB, na coluna de Rui Porto, e com direito a presença do radialista e homem de televisão (TV Tupi ), Carlos Lima. A delegação do “Verdão” paulistano foi a primeira de um time de futebol a se hospedar no Planície Hotel. Antes,jogador de futebol,ali´,nem pensar. Petrônio Leite,e o empresário Alceu Teixeira, de saudosa memória,que também foi dirigente do roxinho e depois do Americano,trataram de providenciar reforços para o representante da cidade. Vieram o zagueiro Brito,e o meio campo Afonsinho, que se formou em medicina e que pelo seu estilo rebelde era considerado um revolucionário no meio futebolístico.O Campos contou ainda com Rebite, grande zagueiro, o atacante Zé Neto que acabou se tornando ídolo do Goytacaz e do Bahía. Mas, voltando ao nosso personagem de hoje, o companheiro Zé chegou por volta das 12 horas na emissora e de lá direto para a rua do Gás, cujo estádio desde as primeiras horas da tarde já estava totalmente tomado pelo público. Veio gente de toda região,e muitos adquiriram ingresso antecipado.Afinal,era um evento que há muito tempo não se via por essa bandas.,Finalmente as duas equipes entraram em campo e lado a lado ao time do Palmeiras,no mesmo pique,lá ia o repórter. Ele era chamado por mim, de forma carinhosa, de “O repórter dos cabelos prateados”.O primeiro que ele escolheu para ouvir foi o zagueiro Luís Pereira, 1 metro e 90 da altura, O repórter era baixo e olhando pra cima, visivelmente eufórico, soltou “Estou emocionando por que estou diante do meu xará,Zé Pereira,aquele que na Copa, conseguiu parar o atacante “Crifi,da Yolanda,” O zagueiro da Seleção canarinho começou a rir,e foi uma luta para conseguir falar ao microfone da rádio.” O mesmo aconteceu na cabine .Quando a bola rolou o pessoal da equipe ainda não conseguia conter o riso.Gente: isso não é folclore,realmente aconteceu. Outras ocorrências vocês conhecerão nos próximos dias. Até lá.

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Comentários
Caldas Gerson
Caldas Gerson Luiz, essas ocorrências não podem ficar perdidas. Um livro deve ser planejado. Além de um blog.
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3

· 9 h

José Maria Mattar
José Maria Mattar O futebol gera fatos que viram histórias para um grande livro .
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2

· 8 h

Ricardo Fuly Fuly
Ricardo Fuly Fuly Também sou favorável a publicação de um livro para ficar registrado a futuras gerações.
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2

· 8 h

Saulo Pessanha
Saulo Pessanha É um repertório e tanto, hein Luiz Cândido?
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3

· 8 h

João Damásio
João Damásio kkkk … maravilha !!!!! Essas relíquias de histórias não podem ficar escondidas dentro do baú … maravilha ! SUGESTÃO: Candido, porque vc não posta estas histórias em forma de vídeos. Ficaria bem bacana … elas são engraçadas e muito bacanas.
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1

· 8 h

Adilson Dutra
Adilson Dutra grandes personagens e grandes histórias, só o rádio para nos oferecer esta Maravilha.
Continue contando, Luiz Cândido
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1

· 8 h

Nilson Maria Pessanha Pessanha
Nilson Maria Pessanha Pessanha As historias dlo Luiz Candido são fantásticas. Adoro ouvi-las.
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1

· 7 h

Vania Cruz
Vania Cruz Luiz Cândido parece uma enciclopédia. Não esquece de um detalhe. As histórias se tornam vivas. Que memória!
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· Responder · 7 h

Luis Fernando Duarte Aquino
Luis Fernando Duarte Aquino Xará, vc é fantástico.,…leio e fico a imaginar tudo isso, até pq são pessoas que tb conheci…rs
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· Responder · 7 h

Edimelo Dias Melo
Edimelo Dias Melo Curto demais o Luiz Cândido!
Gostaria muito q/ele contasse a história do gol q/ñ entrou nas redes do Clube Esportivo Rio Branco, feito pelo nosso Maior Jogador d/todos os tempos Paulo Roberto (chamado carinhosamente d/Cabeção) do Americano F.C.
Como foi o lance Cândido?Ver mais
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· Responder · 5 h

Luiz Cândido
Luiz Cândido O jogo era válido pela Taça Cidade de Campos e, realmente, o Americano venceu com gol de Paulo Roberto. A rede estava mal colocada e a bola,rasteira,entrou por fora e foi parar no fundo do gol. O “Cabeção começou a vibrar, e o árbitro Hilton Roque de Lima validou o gol. Acho que o o goleiro também, porque deu u7m balão pro meio do campo. Coisas do futebol campista, amigo Edimelo…
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· Responder · 3 h

Wellington Souza
Wellington Souza Luiz, ele era também conhecido como Zé de Souza, muito me diverti com ele no meio forense, em sua passagem como oficial de justiça “ad hoc”. Grande pessoa, saudades!
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· Responder · 2 h

Luiz Cândido
Luiz Cândido pois é Wellington. O repórter dos Cabelos Prateados,como eu o chamava fez história no rádio também. Foi um bom companheiro. em várias emissoras.LUIZ
LUIZ CÂNDIDO TINÔCO
É PÁ E BOLA.
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