CAUSOS DO MILONGA, MEMÓRIAS.

TIRARAM A RÁDIO DO AR !

Num sábado, viajamos para “fazer” dois jogos no Rio de Janeiro.Goytacaz e Americano jogavam lá pelo Campeonato Estadual. Não me recordo exatamente o ano mas as pessoas com mais de 40 anos por certo se lembrarão depois de alguns detalhes que colocarei no texto. Comigo estavam Aluísio Cabral Parente, Wallace Oliveira, e o “operador” e motorista Paulo Boa Morte. Aliás, dos quatro, apenas eu sobrevivi para postar o ocorrido para os amigos. Ainda bem ! Saímos cedo de Campos,paramos numa churrascaria próxima a Rio Bonito para o almoço e seguimos para a capital do Estado. Naquela época eu ainda estava na Rádio Difusora, mas os tempos eram outros,bem melhores do que hoje para os meios de comunicação locais que “fazem programas e transmitem jogos de futebol”. Lá também estavam colegas de outras emissoras: Cultura,´de saudosa memória-, Continental, e a Rádio Sucesso, cuja equipe de esportes tinha sido formada recentemente. Primeiro, passamos pelo velho estádio das Laranjeiras,onde o Fluminense receberia o Americano. Lá ficaram o Aluísio Parente e o Wallace,que comentaria e ao mesmo tempo faria as reportagens de campo.Como o jogo do Goytacaz seria com o Botafogo,uma hora mais tarde,em São Januário,resolvemos permanecer jogando conversa fora com colegas do rádio carioca.A equipe da Rádio Sucesso tinha como “chefe” o Édson França,”Edinho” lançado pelo Nicolau Louzada, então diretor da Cultura como narrador oficial das corridas realizadas no Hipódromo Lineu de Paula Machado. Naquela tarde, Edinho,além de chefe de equipe e narrador, estava também fazendo as funções de motorista e até de “operador” responsável pela instalação da parafernália da rádio,numa das cabines do Álvaro Chaves. Se aproximava o momento do início do jogo, todas as emissoras já entrando no ar e Edinho descobriu que tinha levado pouca extensão e o fio não dava para ir até o gramado, onde já estava a postos o repórter e hoje comentarista Sidney Ribeiro. Eu e o Paulão já nos preparávamos para embarcar na viatura da rádio rumo a São Januário, quando fomos surpreendidos com uma gritaria e uma xingação danada, na área abaixo da tribuna social do Fluminense. Claro, voltamos e deparamos com o “operador” da Rádio Globo, de nome Luiz Carlos, um afro descendente com cabelo “black ” botando fogo pelas narinas e querendo saber quem havia sido o responsável por ter tirado a “líder de audiência”do ar. Na cabine de transmissão o narrador Édson Mauro e o comentarista Afonso Soares nervosos porque o jogo ia começar e eles emudeceram de uma hora pra outra. Na época a Globo tinha o slogan “Globo e Você. Não há distância que nos separe”. Foi então, que depois de muito vociferar, o boa praça mas carrancudo “negão” Luiz Carlos descobriu que o cabo que ele havia instalado passando da cabine para o campo tinha sido,simplesmente,cortado. E não deu outra: acabou descobrindo que o Edinho França, da Rádio Sucesso, ao ver um fio pendurado,na tribuna do Fluminense, necessitando de uma extensão, não pensou duas vezes. Sacou da cintura um afiado canivete e resolveu o seu problema. O funcionário da Globo mais parecia um lutador de MMA partindo em direção ao nosso colega campista ao mesmo tendo em que berrava que “Isso é trabalho de FDP”e que aquilo não iria ficar assim. Foi preciso umas cinco ou seis pessoas para evitar que Edinho França fosse trucidado ali mesmo e virasse notícia em página policial de jornais no dia seguinte.E a nossa aventura naquele sábado no Rio não acabava alí. Fomos pra São Januário e o Goytacaz enfrentou o Botafogo num jogo muito pegado,com o time da Estrela Solitária fazendo 1 x 0, no primeiro tempo. Logo no começo da etapa final, Bel empatou e o Azul passou a pressionar, criando outras situações de gol. Foi então que o “apitador”, cujo nome não me recordo, marcou um pênalti inexistente contra o time campista. Se tivesse sido falta seria um ou dois passos fora da área. O garoto Eduardo,que estreava no time principal, teria cometido falta em Maurício,que se apresentou para a cobrança da penalidade . Ai o bicho pegou: Os jogadores do Goytacaz,depois de muitos protestos,resolveram não permitir que o pênalti fosse batido. O goleiro Jorge Luís, (Cebolinha), compadre de Tite ,técnico da Seleção Brasileira e treinador de goleiros da base do Corinthians sentou sobre a bola, o presidente Antonio Eraldo Riscado ,que estava na arquibancada, foi consultado sobre o que seria feito e” lavou as mãos ” Resultado: O time perdeu os pontos e com mais três rodadas e com resultados negativos,acabou sendo,pela primeira vez,rebaixado à segundona .EM TEMPO: |Eram decorridos cerca de 10 minutos do segundo tempo e o Azul tinha time suficientemente bom,para virar o jogo”. Esperar o que do julgamento na Federação , que ainda por cima era dirigida por Eduardo Viana, patrono do Americano.? Acabamos vivendo um fim de semana verdadeiramente tragicômico. Abraços, e até a próxima.LUIZ LUIZ CÃNDIDO TINÔCO.

FOTOS ACIMA: Dorival Falconi entrevistando o goleiro Gilmar e Rubens Brunetti entrevista Armando Marques.

É PÁ E BOLA.

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